“O Hobbit” - a Adaptação em quadrinhos
Eric Diaz
23 de Janeiro de 2013
Grande parte das adaptações mais antigas de “O Hobbit” tomam as crianças como público-alvo e acabam simplificando a história de forma a torná-la ainda mais leve e palatável, o que muitas vezes desagrada os fãs de Tolkien que esperam maior seriedade no tratamento da obra do autor, mesmo para aproximá-la de “o Senhor dos Anéis”, como foi sua intenção.
Tais fãs mais adultos devem ficar satisfeitos com essa graphic novel, que é talvez a mais fiel de todas as obras baseadas em “O Hobbit” - muito vezes, é literal até demais, com longas caixas de texto e balões de diálogo tentando abarcar o livro como um todo, sem alterar quase nada da história original e fazendo pouquíssimos cortes.
O que torna essa versão tão especial para mim, no entanto, é a arte de David Wenzel. Especializado em temas de fantasia, o artista fez a obra inteira com técnicas de aquarela que combinam perfeitamente com a obra de Tolkien. Os desenhos de Welzel são bastante detalhados e até realistas, mas ao mesmo tempo as cores vivas que ele utiliza mantém o tom mais leve e fantástico do livro original, como mostram as imagens nesta página.
No Brasil, a obra é publicada pela WMF Martins Fontes. Veja 3 páginas do Quadrinho abaixo.


“O Hobbit”, livro de J. R. R. Tolkien, muito antes da mais recente versão cinematográfica de Peter Jackson, já teve inúmeras adaptações para outras mídias e gêneros, incluindo programas de rádio, peças de teatro, discos, musicais, paródias, desenhos animados (inclusive uma animação de 1977 com o estúdio Topcraft, precursor do Studio Ghibli), jogos de tabuleiro e videogames, além de um telefilme produzido na União Soviética em 1985. Para os fãs do livro, essas adaptações causaram divertimento, recordações e todo o tipo de emoções - até uma boa dose de irritação para os mais puristas, o que não é bem meu caso. Entre todas essas adaptações, uma das minhas preferidas é a graphic novel (ou “versão em quadrinhos”) lançada em 1989, com roteiro de Chuck Dixon e Sean Deming e ilustrações de David Wenzel.
“O Hobbit” foi lançado originalmente como um livro infanto-juvenil, mas há tempos se sabe que não é um livro apenas para crianças, e tem inúmeros fãs adultos, não só entre os que leram o livro na infância e ainda o guardam na memória, mas também entre os apaixonados pela obra prima de Tolkien, “O Senhor dos Anéis”, que continua a história do Hobbit em um tom muito mais maduro. Muitos dos temas mais sérios desse último, aliás, já estavam presentes de forma mais suave em “O Hobbit”, como a guerra e a intolerância, e o próprio Tolkien, após a primeira publicação do livro, fez alterações para que ele se encaixasse melhor com sua continuação.



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